A Robótica Educacional no processo de Ensino e Aprendizagem.


A Robótica Educacional faz parte da rotina de algumas instituições educacionais há aproximadamente quinze anos. Neste período,  já assumiu diversos papéis e figurou em inúmeras metodologias e aplicações. Hoje, com a proposta da Qualitas – Tecnologia da Informação e Comunicação, a Robótica assume dois projetos dentro das instituições Educacionais.
O projeto REC – Robótica Educacional Contextualizada e o projeto CEAR – Centro de Estudos Avançados de Robótica.
O projeto REC baseia-se no conceito de competências, pois competência é o que mobiliza o conhecimento para enfrentar uma determinada situação; é a capacidade de lançar mão dos mais variados recursos de forma criativa e inovadora, no momento e modo necessário.
Propõe desenvolver construções lúdicas fundamentadas nos conteúdos programáticos, com a participação do professor titular, regente da disciplina envolvida. As construções acontecem na sala de robótica, no turno regular, atendendo a ciclos, promovendo assim, uma parceria entre as aulas de: Ciências, Geografia, Matemática e indiretamente com conceitos de Física, Biologia e Química. A proposta prevê a continuidade das atividades teóricas da sala de aula, em um processo prático, contextualizando-as através de experimentos.
Os professores deverão acompanhar todo o trabalho e intervir no momento da contextualização, levando a experiência obtida com o projeto para a realidade do conteúdo programático.
O projeto prevê a participação de todos os alunos da turma; cada aula prática acontece quinzenalmente ou através de ciclos em duas horas/aulas; as disciplinas contempladas são: Ciências, Geografia, Matemática, Física, Biologia e Química. A área de linguagem é sempre contemplada, pois os alunos apresentam suas descobertas através de apresentações orais e/ou na construção de diversas tipologias textuais.
Exemplo de uma aula do projeto REC:
Construção de um farol, conteúdo Mínimo Múltiplo Comum M.M.C., tema transversal, localização geográfica.
Através de comparação do tempo que o farol leva para girar em uma volta completa, o aluno pode verificar o M.M.C da velocidade de dois ou mais faróis. Pelo tempo de rotação, ou seja, o aluno verifica e analisa o tempo mínimo do encontro entre eles. A proposta é aprender fazendo, sendo protagonista da construção do seu próprio conhecimento.
Na montagem do farol, com o auxílio do manual interativo, o aluno manifesta atenções redobradas para montar fielmente o protótipo.
A montagem objetiva promover condições ao aluno para perceber a utilização prática do conteúdo, facilitando a percepção para a resolução de situações problema.
Como metodologia, o professor fala sobre a montagem e a relação com o conteúdo; solicita que cada grupo, através do manual interativo, construa seu FAROL; reúne os programadores para entender a lógica de programação. Neste processo, cada grupo é composto de funções específicas: depois de montados e programados, as apresentações deverão acontecer para cada duas equipes, dessa forma, os alunos devem perceber o M.M.C. entre os tempos de giro dos protótipos.
Já no Projeto CEAR são apresentados  aos alunos, mais interessados em Robótica, do Ensino Fundamental (a partir do 4º ano) ao Ensino Médio, os conceitos técnicos de Mecatrônica, tendo como objetivo maior proporcionar aprendizagens mais significativas e criar condições para desenvolver habilidades cognitivas, construindo montagens/robôs, usando engrenagens, polias, roldanas, vigas e alavancas.
A aula é realizada por meio de atividades extraclasse, com as disciplinas de Ciências da Natureza (Física, Química, Biologia) e Matemática através de projetos de pesquisas (problema, hipóteses, objetivo e soluções), aplicados ao conteúdo programático ou a conteúdos transversais a depender do desejo e necessidade de cada aluno.
Ao contrário do Projeto REC, o CEAR funciona em turno oposto. Um dia na semana, à tarde, aproximadamente por três horas, o aluno desenvolve projetos de pesquisa e se prepara para as competições de Robótica, OBR – Olimpíada Brasileira de Robótica (prática e teórica), CBR – Competição Latino Americana e Brasileira de Robótica, MNR Mostra Nacional de Robótica, FLL – First Lego League entre outras e TRS – Torneio de Robótica Sacramentinas, estas competições poderão classificar os alunos a disputar competições internas, regionais, nacionais e internacionais.
O professor/moderador/mediador precisa saber o momento e o conteúdo adequado para a utilização das tecnologias. Existem professores que se utiliza de uma oralidade tão motivadora, que conseguem atrair a atenção, ilustrar conceitos e estimular o desejo pelo conhecimento. Mas, mesmo assim, em momentos pontuais a falácia precisa ser colocada de lado para promover uma ação mais efetiva com a utilização de agentes potencializadores do aprendizado significativo.